IDOSO EM FAMILIA

Para o idoso a família é tão importante quanto o é para a criança, tendo como referência a fragilidade deambos. Nela ele cria situações estranhas, dando origem a relacionamentos difíceis; em outras suas virtudes o fazem sábio e pertinente.

“É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação dos seus Direitos…”. Estatuto do Idoso, Art.3º.

“A priorização do atendimento ao idoso por sua própria família” é lei e tem como finalidade evitar o “atendimento asilar”. Art.3º,§ único, item V.

A ele é garantido “participar na vida familiar” art.10,§1°,item V.

É dever da Instituição de Longa Permanência de Idosos “preservar os vínculos familiares” do idoso. Art.49,item I.

Na realidade existem as famílias boas que amam seus idosos e outras também que cometem verdadeiros crimes.

Para entender a pessoa que ele é precisa lembrar as cidades, os bairros e lugares por onde passou e onde ele viveu; com tudo saberemos como formou a personalidade que hoje ele tem.

A história também liga a pessoa a fatos relevantes de sua vida, que começou pela infância, passou pela juventude, chegou a vida adulta e hoje experimenta a verdade da velhice.

Participa da estrutura familiar como casado, pai, avó, viúvo, viúva, solteiro, solteira, sozinho, em casa ou fora de casa e todas as situações que geram vínculos e configuram relacionamentos importantes.

E conforme se organizou na vida hoje tem comportamentos consequentes que não sempre agradam aos mais novos. Uns idosos se relacionam bem em família, se esforçam para manter hábitos bons e se realizam com uma vida ativa; outros não se conformam com a família que tem e sofrem com revolta e solidão.

Ao tomar consciência do potencial e dos recursos que a vida ainda lhe oferece sua auto-estima cresce e sua inclusão social vira realidade.

Enquanto socialmente a idade e o preconceito segregam o idoso, o tiram do meio familiar e o jogam na depressão e no esquecimento, a convivência familiar vira fonte de paz e de felicidade.

Pe Alfredo Morlini